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“Vale a pena encarar a viagem só para disputar
a São Silvestrinha". Com esta opinião,
a cuiabana Érica Nascimento de Ávila percorreu
os 1.614 quilômetros entre a capital do Mato Grosso
e São Paulo apenas para a disputa da versão
mirim da São Silvestre, no último dia
29 de dezembro. Para ela, o esforço deu resultados:
além de ter sido campeã da categoria nove
anos, Érica teve a chance de correr em uma pista
oficial de atletismo sendo observada por uma platéia
de cerca de 3500 pessoas no estádio Ícaro
de Castro Melo, no Ibirapuera.
Ao todo, duas mil crianças e jovens entre seis
e 15 anos se reuniram para a prova, que comemorou sua
12ª edição.
"Muitas destas crianças serão grandes
campeãs no futuro. É importante incentivá-las
no atletismo", acredita Robert Cheruiyot, bicampeão
da São Silvestre, que participou da premiação
de algumas das 20 categorias disputadas. O secretário
da Juventude, Esporte e Lazer de São Paulo, Lars
Grael, que viu o filho Nicolas Grael ser 63º colocado
na categoria oito anos, também ressalta a importância
da competição: "Ela cria toda uma
atmosfera, um ambiente, um engajamento para a futura
geração de atletas, democratizando o atletismo",
afirma. >>
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